Uma eterna apaixonada

Dora Maria.

Quando a vi para nossa entrevista, vestia um terno azul marinho de crepe, camisa branca de algodão e colar de perolas, sua aparência traduzia o perfil de uma mulher pronta para assumir o poder, seja na nação, da sua própria casa ou ate mesmo no sentido da sua vida.

Sua pontualidade já demonstrou a seriedade para com seus compromissos, mostrando assim seu preparo para qualquer tipo de situação. Quando cheguei ela já estava sentada tomando um suco de cor rosada, devia ser de morango ou frutas vermelhas, já me sentei pedindo desculpas pelo meu atraso e ela sem o menor problema e cara estranha, balançou a cabeça positivamente falando que não havia problema algum.

Me sentei um pouco esbaforida e ansiosa para começar logo com as perguntas, afinal, a fiz me esperar por pelo menos uns quinze minutos. Comecei com as perguntas mais ligadas e relacionadas à política para já demonstrar que aquilo realmente era sério.

Ela muito receptiva e calorosa falou que me responderia tudo com calma e com prazer, mas que antes eu retomasse a calma e descansasse da pressa com que cheguei, daí por diante ela já me conquistou pela sua simpatia, depois de dois copos d’água começamos a nossa entrevista/conversa pela política.

Para ela, a politica é mais do que discutir o poder, é acreditar no povo brasileiro, nas suas necessidades, na nação órfã de comprometimento dos governantes.

Durante toda a nossa conversa pude perceber como Dora e uma pessoa feliz, tem muitos sonhos e acredita fielmente que pode concretiza-los e não mede forças para realiza-los.

Leva a vida como uma musica, onde cada minuto é uma nova dança e uma historia a ser traçada, tem um ótimo humor e se realizada com poucas coisas. Se satisfaz com as coisas simples da vida, da muito valor aos amigos e familiares, nada é mais prazeroso do que passar um dia inteiro com sua filha e neta, são suas maiores paixões, tem orgulho de ser mãe e avó presente para as duas. É o que tem o maior e profundo prazer de fazer, ser avó e mãe, segundo ela” é a minha melhor profissão, que eu mais obtenho sucesso” e solta uma risada delicada e apaixonada.

 
Teve seu início na carreira política muito por acaso, iniciou sua carreira despretensiosamente, assessorando um ex-governante no Grunase – Grupo Nacional de Serviços.

Por meio de influencia do seu chefe que era ex-deputado, acreditou que o Brasil precisava de alguém que acreditasse na justiça, na necessidade dos mais oprimidos e na população mais carente.

Formada em Direito pela FMU acredita que o Brasil pode ser um pais melhor, com governantes honestos e capazes de governar com hombridade e eficácia um país tão desacreditado pela nação.

Divorciada, mãe de uma filha e avo de uma neta acredita em futuro melhor, onde o país não será carente de educação, de saúde, de transporte e amparo social para assim poder desenhar o futuro de um país brilhante e um pouco mais democrático para todos.

Para ela as pessoas devem se arrepender das coisas que não foram feitas, seu lema e não se arrepender do que foi feito.

Acredita que o importante na vida e sempre independente de qualquer coisa fazer o bem, pois assim como diz nossa entrevistada “Quem bem faz para si, é”.

Minha vereadora, se é que assim posso chamá-la, falo assim, pois nossa conversa foi tão íntima e prazerosa, que a considero como uma amiga próxima, para ela família significa origem é a partir dela que nos tornamos quem somos e quem nos tornaremos para o resto de nossas vidas.

 Não é muito adepta a falar sobre o futuro, pra ela o futuro a Deus pertence, não quis nem me soube falar sobre seus planos tanto pessoais quanto políticos.

Ela me diz que se fosse eleita uma de suas metas seria tirar os mendigos da rua, retornar o convênio Polícia & Trânsito, além de cadastrar os camelôs. Para Dora, política, nada mais é do que discutir o poder, para que possamos sempre manter a ordem e o progresso.

Sempre com um sorriso no rosto, muito simpática me conta que adora dançar, viajar e se divertir com seus amigos, são essas coisas que a faz feliz.

Pude perceber ao fim de nossa entrevista que a vereadora é apaixonada por tudo o que faz, e por tudo que fez, o que importa é viver da maneira que puder e der, sonhando que vamos levando a vida e lutando para realizar todos esses nossos sonhos. Posso dizer que aprendi muito com minha entrevistadora em como amar mais a vida e como viver é bom independente de qualquer coisa. Ela é uma eterna apaixonada.

Rosecleide

É estranho, mas tem gente que fala pra mim “nossa, como seu narigão é lindo!” sorte que não ser complexada com isso, caso contrário, abriria o berreiro para quem falasse isso pra mim. Sou descendente de grego, não podia ser diferente esse meu nariz, né?

 Diferente das taurinas que seguem o manual do signo, sou calma e, confesso bem distraída. Não sou uma das melhores no volante, infelizmente só consigo e sei dirigir carros automáticos. Não tente me colocar para dirigir os manuais que se arrependerá amargamente.

 Uma vez, uma colega me pediu para busca-la, foi pega no bafômetro. Não me recusaria a tal pedido, fui com a melhor intenção, quando peguei o carro, era manual… Tentei sair do lugar, uma, duas, três vezes até o guarda olhar para mim e dizer: Olha, é melhor sua colega dirigir bêbada do que você completamente sã.

 Hoje, tenho meu tempo inteiro ocupado, faco faculdade, o que me impede de sair e acordar tarde e nao saio porque tenho que dormir cedo, mas nao falta muita coisa, jaja me formo para tudo isso piorar, e de dai sim me considerar uma mulher formada e o peso cair nas minhas costas.

Mas se ninguem e de ferro, eu tambem nao sou, no final de semana sou aberta a qualquer convite, cinema, festas, teatro, shows, mas se for pra me agradar, que nao falte um sambinha!

Dentre essas e outras, acumulo pessoas, historias e aventuras. Levo uma vida como uma pessoa normal da minha idade, porem previlegiada de ter ao meu lado pessoas que considero especiais.

O brilho dos vinte e dois

Era o 22º, mas foi especial, não que os outros 21 não tenham sido, mas meus 22 anos tiveram algo de diferente, não de maneira externa e grandiosa, porque, pelo contrário, foi algo muito mais simples do que outras comemorações já vividas, porém tal simplicidade veio acompanhada das pessoas mais próximas, daquelas que chegam em casa e são dali, daquelas que veem de fora, mas são de dentro, daquelas que estão perto de mim mesmo a quilômetros de distância e dividem comigo as histórias que dão cor e graça a esses vinte e dois, bem vividos, anos.

Aquela noite não foi muito diferente das outras tantas que já passamos juntas, mas ao mesmo tempo não foi igual a nenhuma outra, não sei se a sensibilidade do aniversário, a idade aumentando e uns copos de vinhos que me fizeram olhar ali, naquela madrugada do dia 24 de dezembro, na varanda de casa, sentada naquela mesa, com aqueles amigos, em meio a risadas e abraços, o quanto de sorte eu tenho, o quanto de valor aquelas pessoas tinham umas para as outras, o quanto isso é raro e o quanto aquela ‘simplicidade’ era da mais importante complexidade pra mim.

Sou de uma cidade pequena, do interior de São Paulo e vim morar na ‘cidade grande’ no primeiro ano de faculdade. A capital, sem dúvidas, tem seus encantos, tem suas vantagens, sei reconhecer o quanto cresci ao vir pra cá, mas, também, descobri o quão revigorante é voltar para casa, para família, para os amigos, para aquele canto que vai ser sempre meu, para aquela rua sem saída, para aquele fusca branco cheio de problemas, para aquele cachorro cor de mel que perturba todo mundo e me enche de amor, para aquele grupo de meninas que me conforta sem ao menos precisar falar, enfim, para aquela cidade de ruas numeradas, que de pequena só tem a dimensão.

Com mudanças como essas, de mundinho pacato para metrópole, de pessoas que eu reconhecia até de costas para rostos que eu nunca tinha visto, de casa com cachorro em uma rua sem saída para apartamento em uma avenida que está 24 hrs em funcionamento, com essas e outras transformações que a gente vivencia ao virar ‘gente grande’ (mesmo com pouco mais um metro e meio de altura), foi que noites como aquela dos meus 22 dois anos passaram a ter um brilho de ‘nunca’ diante dos mesmos olhos de sempre.

O peso do ombro

O peso do ombro

É retangular, de couro e preta, cheia de divisórias , bolsos e mais bolsos. As características exteriores são essas. Mas me diga, porque uma bolsa precisa de tantas repartições? Tantos mini bolsos?  Dentro de uma bolsa se esconde os maiores e mais siples segredos de uma mulher, ali dentro conseguimos descobrir um pouco da vida da pessoa, suas aflições e carcterístas.

A mulher abria uma das cinco repartições com toda a calma do mundo, procurava, procurava e procurava e,obviamente, não achava. Era o celular que tocava e dentro daquele objeto de couro, com aparência cansada que a mulher se perdia ao tentar achar o celular. Na primeira repartição algumas bolsinha,era batom,rimel,blush,pinça e todos esses apetrechos que toda mulher deve ter dentro de uma bolsa. Ela sacava um estojo que continha dezenas de tipos de remédios, de dor de cabeça, até antibióticos fortes. Enquanto procurava aquele som desesperador, ela ia savando bolsinhas e mais bolsinhas de dentro da “ bolsa mãe”. Em uma próxima repartição uma agenda e um caderninho, alcool gel e creme para as mãos.

Pude notar, que ela não era uma mulher muito diferente dessas que a gente encontra perambulando com suas bolsas por São Paulo, mas aquela bolsa, ali dentro dava pra ver que continha parte da vida da mulher, suas características estavam inteiramente lá, dentro daquele pequeno( ou não) pedaço de couro.Pela minha observação senti que a dona daquele obejeto de couro deveria ser, ligeiramente neurótica, são mil remédiosm duzentos caderninhos e canetas, se não era neurótica tinha manhia de organização  e, de fato,muito vaidosa, cheia de apetrechos para rosto,pelo, sobrancelhas,unhas e esass coisas…

Aquela bolsa tinha alma, tinha vida , tinha sonhos. Vai saber o que é que tem de escrito desses caderninhos? É isso uma das coisas  que torna a mlher cada vez mais misteriosa, curiosa e irritante para os homens.

Ali dentro percebia que havia alguém apaixonada por música,hipocondríaca, apaixonada por viagens e pela vida. Foi então que achou o som que vinha de dentro da bolsa, falou com uem tinha que falar e pela décima vez do dia fecha sua bolsa com toda delicadeza, se atentando para que sua vida seja bem cuidado dentro daquele pedaçode couro.

E aquele peso, era o pesoa da sua vida, ali dentro continha tudo que ela almejava e tudo aquilo que ainda irá vencer. É carregar para sempre o peso da sua própria vida nos osmbros(literalmente).

A Pintureira

Foi sentada em uma sala de espera de um médico que a conheci,alta, morena,cara de bêbê grande, mas tem seus 29 anos. Carolina é uma jovem dessas que podemos dizer que largou tudo para seguir seu sonho. A menina, mulher,digo menina porque em toda a conversa, senti um tom infantil(no bom sentido da palavra)que me encantou por ser contraditório ao tamanho de sua coragem e seu físico. Nascida e criada no interior de São Paulo, veio para a cidade grande para cursar faculdade de direito.

Carolina descobriu que ali não era o seu lugar e que aquela carreira não era a que de fato queria seguir, tentou largar a faculdade, mas por pressão de seu pai foi obrigada a continuar.Se formou como foi obrigada e tentou estudar para prestar a prova da OAB, como era esperado , por ela mesma, não passou e isso só tornou mais um tipo de pressão em sua vida.

Trabalhava na área de direito  só porque seus pais queriam uma carreira estável e “tradicional” para a filha. Nunca foi feliz e satisfeita trabalhando com isso, segundo ela, nunca acordou feliz e empolgada por ir trabalhar. Ao mesmo tempo em que ela não era feliz com a carreira que foi obrigada a “engolir”  não sabia o que fazer, pra onde seguir a vida, a única coisa que vinha em sua mente, era de ser maquiadora profissional , mas com todo esse pensamento, também vinha um outro, a instabilidade da profissão,o mercado, a aceitação dos pais. Tudo isso pesava em sua cabeça era uma mistura de sentimentos, de ideias, diria que um momento bem turbulento em sua vida.Foi quando ela decidiu jogar tudo,todos os pensamentos, julgamentos e pré-conceitos pro alto,tomando um dos maiores atos de coragem que já tinha tomado na vida.

Foi fazer cursos de maquiagem,estudar e se tornar uma profissional desse ramo. Carolina gosta de maquiagem desde criança quando dizia para sua mãe que quando crescesse seria”pintureira” e,  atrás dessa “pintureira” que ela foi, e se encontrou, hoje ainda engatinha no ramo, mas aos trancos e barrancos é feliz,realizada e determinada para um futuro brilhante.

” Hoje eu acordo motivada,e animada para o trabalhar,digo que é minha paixão e não o meu trabalho, hoje eu posso falar que sou feliz.”